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O E-commerce e a Indústria

O número de indústrias moveleiras que adotaram o e-commerce a fim de ampliar seu volume de vendas, cresceu. Um dos fatores que está contribuindo para o aumento desta modalidade de vendas é a versão mobile das lojas, promovendo maior facilidade ao cliente na hora da compra. O computador deixou de ser necessário neste momento e o consumidor pode efetuar a compra a qualquer hora e em qualquer lugar, visto que basta ter acesso à internet.

Mesmo com o aumento do número de vendas online, as lojas físicas não são prejudicadas. Vivianne Vilela, diretora executiva do e-commerce Brasil, chama este processo de “coexistência”, pois nenhuma empresa se prejudica neste processo. Apenas reforça que é preciso dominar os dois lados (online e físico) para que andem juntos, de forma que um não diminua a importância do outro.

Ao vender de forma online, um dos benefícios é não ter a necessidade de contratar representantes. Os mecanismos de busca na internet sabem o que o cliente quer, já conhece os gostos e os horários que o mesmo realiza suas atividades. Neste caso, será possível verificar se os produtos vendidos na loja virtual atendem da mesma forma os clientes que frequentam a loja física, e vice versa. Focar nas necessidades dos clientes de cada modalidade (física ou virtual) é uma boa estratégia para aumentar as vendas.

Outro ponto que merece atenção é o foco das vendas. Gerentes de e-commerce precisam começar a pensar nas vendas fora dos principais polos do Brasil: São Paulo e Rio de Janeiro. Existem muitas cidades pequenas – que poucas pessoas conhecem – que são grandes em questão de consumo. A possibilidade de vender em locais que poucos vendem pode se tornar uma oportunidade de crescimento.

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O setor que saiu prejudicado neste processo foi o shopping, que se tornou local de lazer. As pessoas estão diminuindo a frequência de acesso a esta área para compras e migrando para o e-commerce, onde não precisam enfrentar filas e a variedade de produtos disponíveis é muito maior. O número de shoppings que fecharam por falta de consumidores é assustador, e a Amazon está se beneficiando disso. Comprou diversos locais que estavam fechados para utilizar como depósito, conquistando o 3º lugar no ranking de venda de móveis através da internet, comenta Vivianne.

Mas claro, vender móveis através da internet também possui pontos negativos. Um  exemplo é a montagem dos produtos. Os manuais normalmente são escritos por engenheiros, portanto leigos podem enfrentar dificuldades. Neste caso, gera mais custos ao consumidor, pois este precisará de ajuda para montar o móvel. Um teste foi feito em países de primeiro mundo, onde os manuais foram escritos por pedagogas. Nada mais correto, afinal, o objetivo é passar conhecimento, ensinar o consumidor a utilizar/montar o produto.

Mas ainda, a maior carência do e-commerce da indústria moveleira está na logística. É comum que uma entrega passe por três ou quatro terceirizados antes de ser entregue ao cliente. E isso torna o processo carente de qualidade, pois os móveis podem chegar quebrados  e é preciso trabalhar no processo de troca, resultando em mais custo e possível insatisfação com a compra. As empresas moveleiras precisam investir mais em embalagens seguras, enquanto as transportadoras devem se responsabilizar por entregas sem avarias.

Vivianne Vilela, diretora executiva do e-commerce Brasil, em palestra realizada na CIC de Bento Gonçalves, no dia 31 de outubro de 2017.

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