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O e-commerce durante a pandemia no Brasil

O e-commerce durante a pandemia no Brasil

24.07.2020 por Daniela Borsoi em E-Commerce

Entenda qual é o impacto da pandemia do COVID-19 no cenário do e-commerce brasileiro.

Com o isolamento social, as pessoas mudaram seus hábitos de consumo e os negócios precisaram se reinventar para essa nova realidade. Dessa forma, os canais de venda online foram a saída encontrada pelos empreendedores para manter seus negócios funcionando.

Para você compreender esse cenário, reunimos uma série de dados coletados a partir de fontes especializadas no e-commerce e no comportamento do consumidor. Com essas informações, entenda como as oportunidades podem ser encontradas em meio a crise. 

O novo comportamento do consumidor

Neste novo dia a dia, os hábitos das pessoas foram reprogramados, impulsionando um novo comportamento diante do trabalho, da vida pessoal e das compras. Um cômodo da casa passou a ser o escritório, o smartphone se tornou ainda mais uma extensão dos braços e pelas telas as pessoas se conectaram constantemente durante o isolamento. 

Uma pesquisa realizada pela Ebit | Nielsen revelou que houve um crescimento no número de novos compradores online após ter sido anunciado o primeiro caso de coronavírus no Brasil. Quarentena, distanciamento social, falta de estoque em ponto físico, além das compras habituais, são alguns fatores que contribuíram para levar mais compradores para a internet. 

Esse crescimento também é apontado pela Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABCOMM). Conforme a entidade, houve um aumento de 35% nas compras online nos primeiros 15 dias de março, ao se comparar com o mesmo período de 2019.

Outro estudo realizado pela Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC) com 1000 pessoas, revelou que durante a quarentena, 92% dos entrevistados realizaram compras online, e destes, 8% compraram pela primeira vez. Ainda no mesmo estudo, 61% das pessoas afirmou que aumentaram a frequência de compras durante o período.

Com a dinâmica da vida alterada, houve a flexibilidade da rotina com o trabalho remoto, o que também alterou os horários para realizar compras. Os acessos mobile cresceram e o consumidor se permitiu experimentar novas meios para fazer compras e também para pagar por elas, mostrando mais confiança nas transações online. É o que você verá nos dados a seguir. 

Flexibilidade de horários para trabalhar e realizar compras

O trabalho remoto trouxe mais flexibilidade de horários para as pessoas realizarem suas atividades, no tempo que antes era ocupado pelo deslocamento entre a casa e o trabalho.

Com isso, os horários de pico de visitas nos e-commerces sofreram alterações, que passaram a ser entre 13h e 14h, e entre 17h e 19h. Os dados foram apresentados em um levantamento da Social Miner, realizado com mais de 120 lojas virtuais, conforme revela o portal do E-commerce Brasil. 

Antes, as pessoas utilizavam o horário do almoço para dar uma volta, sair um pouco dos escritórios e relaxar em outros ambientes. Porém, agora este cenário não pode ser considerado, e o público está buscando na internet outras formas de se distrair.

Além disso, pelo fato de não precisarem gastar mais tempo no transporte entre o trabalho e suas casas, por exemplo, as visitas nos e-commerces acabaram sendo “adiantadas” para o começo da noite, a partir das 17h, algo que não acontecia antes.

Ricardo Rodrigues, cofundador da Social Miner, em entrevista para o portal do E-commerce Brasil

Com as informações sobre o horário de compra do seu público, é possível criar anúncios segmentados, que podem ser veiculados somente nos horários em que seu público está mais ativo.  

Mobile

O uso de smartphone para realização de compras online e até para efetuar pagamentos é uma realidade que vem crescendo nos últimos anos. Há tempos que as pequenas telas são responsáveis por grande parte das vendas realizadas no e-commerce, seja por aplicativo ou diretamente no site das lojas.

Fonte: SBVC

Durante a pandemia, um estudo da SBVC confirma a tendência que já existia, onde o mobile é campeão de uso para realização de compras nas mais variadas categorias. O mobile atingiu a marca de 70%, contra 30% de pessoas que realizaram compras em um computador. Das compras no mobile, 73% são feitas em aplicativos e 27% em sites.

A sua loja virtual pode ser acessada em qualquer dispositivo? Já pensou em desenvolver um aplicativo mobile para vender seus produtos? Oferecer uma boa experiência para os clientes é um diferencial decisivo para concretizar as vendas.

Formas de pagamento

Mesmo que o pagamento das compras online não envolva contato físico, houve mudanças nas escolhas dos consumidores pelos meios de pagamento durante a quarentena.

A SBVC realizou uma comparação das preferências dos clientes na hora de realizar o pagamento das compras online e percebe-se uma queda no cartão de crédito, e aumentos significativos para apps de pagamento. 

  • 73% das pessoas utilizavam cartão de crédito, e 56% passaram a usar.
  • 14% das pessoas utilizavam boleto bancário, e o número se manteve igual.
  • 8% utilizavam PayPal/PicPay e o número cresceu para 16%.
  • 5% preferiam transferência bancária, o que aumentou para 14%.

Com estas informações, você pode avaliar se a sua loja oferece os meios de pagamento que estão crescendo. Assim como uma boa experiência mobile, é importante que o cliente encontre o meio de pagamento desejado na hora de finalizar sua compra, o que pode diminuir o abandono de carrinhos.

Aplicativos e sistemas em nuvem facilitam o trabalho remoto

Além de novas formas de consumo, já sabemos que o home office ganhou destaque durante a pandemia. É o que mostra um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), citado no portal do E-commerce Brasil.

O que parecia uma realidade distante para muitas empresas, tornou-se tendência e muitas afirmam que querem seguir neste caminho. Cerca de 30% das empresas que adotaram o home office, agora pretendem continuar com este formato mesmo após a pandemia. 

Os aplicativos e sistemas em nuvem estão sendo ainda mais importantes durante este período. A tecnologia permite que eles sejam acessados em qualquer dispositivo com acesso a internet, facilitando o trabalho à distância.

O Tiny ERP, por exemplo, é um sistema em nuvem, portanto os clientes estão podendo gerenciar suas empresas mesmo estando em casa. Eles recebem os pedidos realizados no e-commerce, realizam a emissão das notas fiscais, verificam a necessidade de compras e controlam as finanças. Alguns se deslocam para a empresa apenas para enviar os pedidos para os clientes, diminuindo o contato físico entre as pessoas. 

O crescimento do e-commerce

Muitas empresas que antes cogitavam abrir novos canais de venda, agora correm para dar início às suas atividades digitais, já que em tempos de distanciamento social, as vendas online se tornaram uma das alternativas seguras.

As empresas que não levaram seu modelo de negócios para a Internet estão em desvantagem agora, correndo sérios riscos de sobrevivência, principalmente levando em conta o fato de que não sabemos quanto tempo vai durar essa crise.

Mauricio Salvador, presidente da ABCOMM

50 mil novas lojas online criadas por mês na quarentena

Em momentos de baixa no faturamento das empresas, foi necessário inovar para continuar vendendo. 

Fonte: ABCOMM

No Brasil, houve um aumento médio de 400% no número de novas lojas online criadas por mês durante a quarentena. De acordo com a ABCOMM, o número de abertura de lojas era de 10 mil por mês antes da pandemia. Este número deu um grande salto com o isolamento social, passando para 50 mil novas lojas online por mês.

A digitalização passou a ser uma nova etapa para muitas empresas, um caminho que antes parecia distante da realidade. Isso vale tanto para vendas, como para a comunicação com o público. Por meio dos canais digitais, o contato com os clientes passou a ser frequente e dinâmico. Manter este vínculo pode ser uma chave para abrir as portas do futuro pós-pandemia.

Faturamento do e-commerce na pandemia

Segundo dados da 41ª edição da Webshoppers, principal referência em estudos sobre e-commerce no Brasil, ao reunir dados da segunda quinzena de março até o final de abril, o salto das vendas foi de 48%, em comparação com o mesmo período do ano anterior. 

Em 2019, as vendas alcançaram 5,7 bilhões entre 19 de março e 29 de abril. Em 2020, a marca chegou a 8,4 bilhões entre 17 de março e 27 de abril.

Fonte: Webshoppers

Categorias mais buscadas na pandemia

“O mercado de varejo online está em fase de profunda mudança“, afirma André Dias, diretor executivo do Compre&Confie, em entrevista ao portal Meio & Mensagem. A pandemia da Covid-19 acabou acelerando vendas de produtos que não eram tão explorados até este momento. 

Em uma pesquisa realizada pela Ebit | Nielsen, entre janeiro e março de 2020, o crescimento foi significativo em diversas categorias de produtos comercializados online, como:

  • álcool gel;
  • álcool de limpeza;
  • papinha para bebê;
  • termômetro.

Vimos também casos de empresas que reinventaram seus negócios a fim de não perder vendas, mesmo com a pandemia. Algumas mudaram de ramo e outras modificaram a forma de vender.

Se o seu negócio vende esses produtos ou similares, intensificar a visibilidade deles pode ser uma boa estratégia. Se ainda não, vale analisar a viabilidade de incrementar o portfólio com algum desses itens.

Se tratando das vendas online de Álcool Gel, o estudo ainda revela que o crescimento foi de 4 vezes no mês de fevereiro de 2020 ao ser comparado com janeiro deste ano.

Fonte: Ebit|Nielsen

O faturamento deste produto dobrou após a confirmação do primeiro caso de COVID-19 no Brasil. Com o anúncio da pandemia, as vendas atingiram um pico em março, alcançando a marca de R$ 800 mil apenas no dia 16 de março.

Uma das empresas que aproveitou o momento para se reinventar foi a Be Factory. O que era laboratório e fábrica de cosméticos se tornou uma fabricante de álcool gel que superou as expectativas de vendas. Confira o case de sucesso publicado aqui no blog.

Outras categorias também estão tendo resultados positivos nas vendas durante a pandemia:

Produtos de beleza

Apesar do isolamento social, houve um crescimento na venda de produtos de beleza, o que pode estar relacionado a promoções nesta categoria e também a auto-estima. Mesmo em casa, as pessoas querem se sentir bem.

Os dados apurados pela Corebiz, divulgados pelo portal do E-commerce Brasil, entre o período de 1º de março a 14 de junho, mostraram um aumento de 80% nas vendas de cosméticos, ao ser comparado com o mesmo período do ano passado. Se tratando de cuidados para a pele, como hidratantes e tônicos, o aumento médio foi de 144% neste período.  

O mesmo estudo ainda revela um aumento de 200% na venda de batons, apesar do uso de máscaras. 

Farmácias

As vendas tiveram impacto positivo a partir de março, após o início das medidas de prevenção contra a COVID-19. 

Com o aumento das vendas de itens para higiene pessoal, as farmácias também estão em destaque durante a pandemia. Em maio, o setor registrou crescimento de 146% ao ser comparado com o mês de fevereiro, de acordo com uma pesquisa realizada pela Wevo

Móveis para home office

Com o cenário da pandemia, a vida de todas as pessoas mudou. Seja por hábitos de consumo, estudo ou trabalho, foram necessárias diversas adaptações. Para quem tem filhos em casa, a criatividade para mantê-los ativos nunca foi tão importante. Muitos que trabalham em home office precisaram adaptar um lugar da casa para poder se concentrar nas tarefas. 

Trabalhar em casa, em diversos casos, significou móveis e eletrônicos novos. Em um levantamento realizado pelo Zoom, buscador de preços, foi verificado um aumento de 900% na procura por artigos como headphone com microfone, webcam, tablet, cadeira de escritório, entre outros. 

Como vimos, existe uma tendência de compras de artigos que completam um home office. Além disso, a tecnologia se tornou ainda mais importante neste período. Nunca foram tão frequentes as videoconferências ou calls como agora. 

Leia o estudo da ABCOOM sobre as vendas de produtos durante a pandemia, de 01 de março a 20 de junho.

Delivery de alimentos e bebidas

Com a pandemia do coronavírus, muitos estabelecimentos alimentícios também precisaram fechar suas portas. Mas aos poucos, o movimento nos restaurantes começa a se restabelecer, com diversas restrições para proteger a saúde dos clientes.

Em meio a esta situação, uma forma de evitar o contato com outras pessoas, é pedir comida através do delivery, onde toda a negociação pode ser feita de forma digital.

Um estudo realizado pela SBVC, afirma que o delivery ganhou expressividade, com 79% das pessoas entrevistadas comprando alimentos e bebidas para entrega em casa. 

Dos entrevistados, 78% utiliza um app de delivery, 45% prefere ligar, 27% faz sua compra no site ou app da loja e 23% utiliza algum aplicativo de mensagem para fazer seus pedidos. 

Supermercado

Outro setor de destaque na pandemia é o supermercado. Diversas empresas passaram a oferecer compras via loja virtual ou até mesmo através de aplicativos como o WhatsApp, onde o cliente envia a lista de compras que precisa.

Existem vários casos de pessoas tendo sua primeira experiência fazendo as compras do mês pela internet, sem enfrentar filas no caixa. Nesse momento, existe uma grande aproximação do supermercado com o cliente. O cliente gosta das frutas mais maduras ou verdes? Como escolhe as carnes? E quais os critérios para optar por um pé de alface ou outro? Essa proximidade passa a ser fundamental para que a experiência de compra seja positiva. 

O que mais chama a atenção é o setor de alimentação, em especial toda parte de produtos para o abastecimento de casa — ou seja, nossas compras de mercado. Esse é um mercado de R$ 350 bi/ano que, até 4 meses atrás, o online tinha algo em torno de 2% de participação — hoje esse número está acima dos 10%. Sendo assim, R$ 30 bi migraram pro online nesse período e isso é um feito incrível que veio pra ficar.

Adrian Tsallis, fundador do Zipp, primeiro supermercado 100% online no Brasil, para o portal do E-commerce Brasil.

Leia o estudo da ABCOOM sobre as vendas de serviços durante a pandemia, de 01 de março a 20 de junho.

Concluindo

O e-commerce já apresentava expansão antes mesmo da pandemia. Devido ao isolamento social, as vendas online tomaram uma grande proporção. Dessa forma, o consumo permanece, porém em novos formatos. 

As empresas que entenderam e se adaptaram têm maiores chances de superar a pandemia e ainda crescer seus negócios. Esta pode ser uma oportunidade para criar a presença digital da empresa e conquistar consumidores de todo o Brasil.

Realmente, o mundo não voltará a ser como antes. Será adaptado a uma nova realidade de consumo e de hábitos. Para te ajudar com as novas formas de vender, você pode contar com diversas plataformas e marketplaces para a criação da presença digital da sua empresa. 

Além disso, o Tiny ERP é um sistema que facilita o controle das suas vendas online. Você anuncia os produtos na loja virtual e nos demais canais de venda, recebe os pedidos, emite as notas fiscais, controla os estoques e envia as encomendas para os clientes. Tudo de forma centralizada. Crie sua conta e anuncie online para não perder grandes oportunidades.

Boas vendas.