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Vender em Marketplace ou loja virtual? O que é melhor?

Vender em Marketplace ou loja virtual? O que é melhor?

15.04.2019 por Ana Clara Magalhães em E-Commerce

Você sabe quais são as vantagens de vender online em uma loja virtual ou em um marketplace? O Ecommerce na Prática te explica.

Para quem sonha ou está planejando vender online, sempre fica aquela dúvida: é melhor vender em marketplaces ou criar uma loja virtual própria? Existe alguma diferença? Neste artigo, vou te dar a resposta definitiva sobre isso.

Vender online: uma realidade lucrativa e democrática

O e-commerce é um dos mercados que mais cresce no Brasil. O Bruno de Oliveira, fundador do Ecommerce na Prática, viu o mercado evoluir desde os anos 2000, quando pouco se falava sobre internet e menos ainda sobre vender online. Hoje, quase 20 anos depois, a história é diferente.

Para você ter uma ideia, o setor movimentou 53,2 bilhões de reais no ano passado e a previsão é que haja crescimento de 12% este ano, ultrapassando os 61 bilhões. Isso só no Brasil.

Além de uma projeção impressionante, o Ecommerce tem a vantagem de ser altamente democrático. Com o direcionamento certo, qualquer pessoa pode começar a vender online e conseguir uma fatia desse faturamento bilionário.

E não é necessário investir rios de dinheiro para isso. Há milhares de empresários de sucesso que começaram no conforto das suas casas, utilizando apenas um computador ou celular.

Quando falamos de Ecommerce, a primeira coisa que vem à cabeça é uma loja virtual. Um site próprio, onde a empresa pode oferecer seus produtos. Mas há diversas formas de vender online que não incluem ter sua própria loja virtual.

Como assim? Estou falando dos marketplaces.

As pessoas costumam perguntar qual é a melhor forma de vender online. É ter a própria loja ou usar plataformas como Mercado Livre, OLX, Enjoei, etc?

Neste contexto, digo de antemão que a questão não é o que é melhor ou pior. A importância de entender sobre ambos os meios de venda é como eles se relacionam com o momento da sua empresa, com a sua base de clientes e potencial de alcance.

Ou seja: são plataformas diferentes, não excludentes.

Abaixo, vou mostrar vantagens e desvantagens de cada um deles.

Vender online em loja virtual.
Vender online em canais de venda.

Loja Virtual: vantagens e desvantagens

Ter seu site próprio é o sonho de consumo de muitos aspirantes a empreendedores. Mas, como qualquer plataforma, tem vantagens e desvantagens.

As principais vantagens de vender online em loja virtual são:

1. Autonomia

Quando o domínio é seu e a plataforma também, você não está sujeito às regras de terceiros. Lá, você pode fazer testes, oferecer qualquer tipo de produto, além de não pagar as comissões cobradas em marketplaces.

Você pode personalizar o design, incluir diversas funcionalidades interessantes para o cliente e deixar todo o ambiente com a cara da sua empresa.

2. O Canal de venda com maior potencial

Por essas razões, o potencial de venda de uma loja própria é virtualmente infinito. O aumento das visitas, a captura de leads e a atração de clientes… Tudo isso depende da sua capacidade de investir e das estratégias.

E a realidade é que você tem o poder nas mãos para tornar aquela loja virtual incrível, uma verdadeira máquina de vendas. A liberdade e o potencial de mercado que uma loja virtual traz são incomparáveis.

Mas… “grandes poderes trazem grandes responsabilidades”, como todos sabemos.

E as desvantagens da loja virtual em relação à venda nos marketplaces são:

1. Necessidade de investimento

Começar uma loja virtual traz gastos.

Mesmo que sejam pequenos, à princípio, você terá que comprar um domínio, pagar por uma loja virtual ou até mesmo contratar um profissional para desenvolver a sua loja. E não basta apenas pensar nisso na hora de criar a loja: você também vai precisar de manutenção constante.

Além de tudo isso, existe a principal dificuldade de uma loja própria que atrapalha na hora de vender online: o tráfego.

2. Dificuldade para trazer tráfego

Pense bem… Se você tem uma loja física bem localizada – no centro de uma grande cidade, por exemplo – existe uma quantidade enorme de pessoas que passam por ela diariamente. Mas, na internet, ninguém passa pela sua loja naturalmente.

As pessoas precisam saber que o seu negócio existe para encontrá-lo, o que significa investir em anúncios, SEO e outras formas de conseguir visitantes e compradores.

Ter uma loja virtual e não criar estratégias para atrair clientes é ter um negócio que está destinado a quebrar. E se você sequer tem uma base de clientes para começar, essa atração fica mais difícil, porque vai gastar muito mais para anunciar e acertar o público.

Vender online
Investir em uma Loja Virtual

Marketplace: vantagens e desvantagens

Os marketplaces são plataformas em que diversos vendedores podem oferecer produtos para clientes online. Existem markeplaces gerais, que vendem de tudo – Mercado Livre OLX, Americanas.com, Submarino, etc. – e outros que são focados em um segmento ou nicho. Há sites específicos, por exemplo para quem vende acessórios automotivos, comida, roupas… o que é ótimo, porque quem está ali tem real interesse no segmento.

As principais vantagens de vender nos marketplaces são:

1. Milhões de clientes te esperam

Lembra que uma das grandes dificuldades de ter uma loja virtual é levar clientes para lá? Esse é o principal ponto positivo dos marketplaces.

Lá, tem milhares (e até milhões, dependendo da plataforma) de pessoas interessadas em comprar produtos. E por que isso acontece? Isso entra na próxima vantagem…

2. Você não precisa gastar com marketing

Nos marketplaces, há uma audiência consolidada e são as plataformas que fazem todo o gasto com marketing. O site é responsável por toda a parte de captação do cliente e os vendedores podem aproveitar esse tráfego intenso para vender com mais facilidade.

Sendo assim, você não precisa gastar nem um centavo para começar a vender por lá. O investimento inicial diminui e os custos fixos da operação também.

É claro que, se quiser, pode fazer anúncios lá dentro. Mas o lado positivo é que você só paga um percentual por conversão. Sim, essas são aquelas famosas comissões que os marketplaces cobram, e você só precisa pagar pelo anúncio quando de fato faz alguma venda.

Com uma audiência muito maior do que a maioria das lojas virtuais, você tem mais clientes em potencial para impactar…

Mas isso também traz algumas desvantagens, como:

1. Dependência

Em um marketplace, você depende totalmente da plataforma. Você precisa seguir todas as regras e pagar as comissões estipuladas pelo site para vender. Uma parte do valor conseguido em cada venda fica com a plataforma, o que tira muito da autonomia que você teria e ainda faz com que a margem de lucro diminua.

E, sobre as regras a serem seguidas, também há complicações…

Há prazos determinados para que você responda aos interessados pelos produtos ou data limite de postagem do produto, por exemplo, e isso reflete na sua reputação.

Além disso, qualquer modificação nas políticas de um marketplace podem, da noite pro dia, inviabilizar um negócio que rodava há meses (ou até anos) sem problema algum.

Provavelmente, a dependência de terceiros é a questão mais difícil de contornar para quem quer vender online por marketplaces, mas certamente não é a mais comentada.

Normalmente, quem tenta vender por esses canais e não tem sucesso costuma culpar um outro ponto…

2. Concorrência

É verdade que todo negócio tem concorrência, seja uma loja física, virtual… Mas a questão é que os marketplaces abrigam todo tipo de pessoas e empresas, o que pode acabar gerando uma guerra de preços. Isso ocorre porque sempre há uma pessoa disposta a vender o mesmo produto um real mais barato, ou até um centavo.

Nesse cenário, se diferenciar da concorrência por questões que vão além do preço é muito mais importante (e mais difícil também).

Vender online em marketplace
Anunciar em marketplace

Afinal, qual é a melhor forma de vender online?

Bem… agora que já conhece as principais vantagens e desvantagens de vender online em uma loja virtual ou marketplace, é hora de entender quando é o momento de usar cada um deles.

Como falei anteriormente, não existe essa de melhor e pior. A grande diferença é o momento de usar cada um.

Quando você está começando o negócio, ainda não é conhecido e, muitas vezes, nem mesmo testou o produto no mercado. Assim, não sabe se vai conseguir vender, se está se posicionando corretamente e se o público tem interesse.

Por isso, você precisa testar. Precisa validar o seu negócio, como chamamos no Ecommerce na Prática. E, para tal, precisará de tráfego.

Montar sua própria loja virtual antes da hora pode quebrar seu negócio.

A melhor forma de entrar no Ecommerce é começar vendendo em marketplaces, minimizando  os seus custos e riscos, consequentemente.

A Loja Virtual é o segundo passo. A partir do momento em que for construindo sua audiência, lista de clientes e tiver certeza de que os seus produtos terão demanda, é hora de dar este passo à frente.

Só depois de ter seu negócio validado (após vender em marketplaces com consistência), vale a pena investir em uma loja virtual.

E, mesmo depois de ter seu site, isso não significa que não deva continuar usando os marketplaces.

Eles sempre serão fontes de tráfego, clientes e vendas que nenhum empresário de sucesso pode ignorar.

Por que se limitar a um canal de vendas quando você pode ir além e ter duas fontes de vendas?

No Ecommerce na Prática, acreditamos em multiplicar os canais e ter o máximo de pontos de contato com o cliente. Porém, isso deve ser feito com responsabilidade e estratégia, de modo que não meta os pés pelas mãos e nem dê um passo maior do que consegue – especialmente se é um microempresário e trabalha sozinho.

Cada etapa do negócio precisa ser pensada para que não gaste nem tempo e nem dinheiro com erros que podem ser evitados.