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Educação Financeira para Empresas

Educação Financeira para Empresas

11.11.2020 por Victor Barbosa em Emprendedorismo

Entenda o que é educação financeira para empresas e ainda descubra algumas ideias para colocar em prática no seu negócio.

A Educação Financeira é a chave para a prosperidade na vida de qualquer pessoa, enquanto a falta dela pode desencadear uma série de problemas em várias outras vertentes, como por exemplo no trabalho e nos relacionamentos.

Aqui no Brasil temos muitos a caminhar no aspecto da Educação Financeira. De acordo com a Pesquisa Global de Educação Financeira, feita pela S&P Ratings em 2014, o Brasil ocupa a 74ª posição de um ranking com 144 países, que mede o nível de educação financeira. 

Mas afinal, o que é Educação Financeira?

Em 2005 a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) definiu educação financeira como:

O processo mediante o qual os indivíduos e as sociedades melhoram a sua compreensão em relação aos conceitos e produtos financeiros, de maneira que, com  informação, formação e orientação, possam desenvolver os valores e as competências necessários para se tornarem mais conscientes das oportunidades e riscos neles envolvidos e, então, poderem fazer escolhas bem informadas, saber onde procurar ajuda e adotar outras ações que melhorem o seu bem-estar.

Assim, podem contribuir de modo mais consistente para a formação de indivíduos e sociedades responsáveis, comprometidos com o futuro.

Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE)

Ou seja, a educação financeira consiste em cada indivíduo saber ter uma boa relação com seu dinheiro e com os produtos e serviços financeiros, desde conta bancária, passando por empréstimos, e nos investimentos.

E qual a relação das empresas com a Educação Financeira?

De acordo com uma pesquisa feita pela PwC em 2019, 59% dos entrevistados apontam a situação financeira pessoal como o principal motivo de estresse.

Mais do que isso, 35% deles afirmaram que estes problemas financeiros acabam causando distrações no trabalho. E 49% disseram que gastam pelo menos três horas por semana pensando ou lidando com os problemas financeiros no horário de trabalho.

Perceba, então, que se os colaboradores da empresa não estiverem de bem com suas finanças, o desempenho no trabalho tem grande chances de ser afetado, podendo gerar problemas ainda maiores.

Em muitos casos, o problema não é quanto a pessoa ganha, mas sim, como ela lida com o dinheiro. A maioria dos brasileiros não aprendeu a lidar bem com o dinheiro e com produtos financeiros.

Assim, muita gente nem pensa no planejamento financeiro, e, aceita qualquer tipo de produto que lhes é oferecido, como cartão de crédito, empréstimos, títulos de capitalização, entre outros.

Como resolver isto?

As empresas, cada vez mais, percebendo como os problemas financeiros dos colaboradores podem acabar afetando o trabalho, estão buscando formas de introduzir a educação financeira no ambiente de trabalho. 

Na sua empresa, você pode usar a criatividade e pensar em iniciativas que ajudem neste processo conjunto visando a educação financeira. Confira algumas opções bem interessantes:

Organização de palestras, oficinas, workshops e cursos

Se alguns dos colaboradores já tiverem uma boa relação com finanças pessoais, pode ser incentivado que estes ministrem conteúdos para os demais. Outra opção é a contratação de empresas especializadas em realizar estes tipos de treinamentos e dinâmicas.

Clube do livro

Cada vez mais existem opções de livros que abordam a educação financeira de forma didática e prática. Uma opção bem interessante seria organizar encontros para discutir os principais pontos dos livros escolhidos.

Comunicação interna

Utilize formas de comunicação interna da empresa, como listas de emails e murais para disseminar conteúdos sobre educação financeira.

Menorias e Sessões

Uma outra opção cada vez mais comum é a contratação de consultores financeiros para atenderem os colaboradores que tiverem interesse em trabalharem suas finanças, podendo ser no formato individual ou em grupos.

A empresa pode ver todo esse processo como um investimento, pois, uma vez que os colaboradores passem a lidar melhor com suas finanças, o desempenho individual de cada um só tende a agregar mais para a empresa como um todo.