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Por que você deve prestar mais atenção às marcas locais?

Por que você deve prestar mais atenção às marcas locais?

07.06.2021 por Jose Eduardo Vivan em Gestão

Consumir produtos de marcas locais é importante para a economia e para o meio ambiente. Conheça mais sobre o assunto.

Você sabe o que é o consumo local e por que ele importa? A ideia apareceu nos Estados Unidos há décadas e já se popularizou pelo mundo. De maneira básica, é como aquele mercadinho, empório, loja de produtos naturais perto da nossa casa, onde compramos produtos que parecem só estar ali, que dificilmente encontraremos em outro lugar. 

No caso específico de frutas, verduras e legumes, por exemplo, com a busca cada vez maior de consumidores por produtos orgânicos, cresce junto a procura por produtores locais. Isso ocorre, entre outras coisas, porque ao buscar produtos orgânicos e frescos para sua loja, o ponto-de-venda abre mão de produtos que fazem uso de defensivos agrícolas, que conseguem viajar longas distâncias entre o local que é produzido e o ponto-de-venda.

Dessa forma, produtores próximos são incentivados a realizar um cultivo ambientalmente mais responsável, em troca de vender seu produto em lojas mais próximas, para um consumidor que provavelmente estará disposto a pagar mais pelos seus produtos orgânicos.

Existe outro benefício não tão direto, mas ainda assim muito importante: a menor poluição. Essa matemática é simples. Menor deslocamento entre a lavoura e a loja, menos diesel consumido, menor emissão de poluentes na atmosfera. Fora outros aspectos também importantes para o meio-ambiente.

Tudo isso sem falar em como as negociações nessa cadeia de consumo local são mais justas, pois ao encurtar a distância entre o produtor rural, lojista e consumidor, reduzem-se os atravessadores, que encarecem o preço do produto, maximizando-se a qualidade do produto e renda dos envolvidos.

Iniciativas como a Muda Meu Mundo estão atuando para fortalecer esse ciclo virtuoso, através dos seguintes pontos: 

  1. Tecnologia para capacitar agricultores em técnicas sustentáveis, assistência técnica em escoamento de produção, comprometimento com mercado justo. 
  2. Permite aos mercados contato diretamente com os agricultores, permitindo o rastreio do impacto completo da cadeia e garantia de produtos e qualidade em sua loja.
  3. Consumidores conseguem melhor acesso a alimentos sustentáveis e frescos em mercados comprometidos com a sustentabilidade e mercado justo.

Outra vertente do consumo local aparece em outras prateleiras dos mercados e comércios: as bebidas e alimentos industrializados de marcas locais. Nessa vertente entram produtos tão brasileiros como dadinhos de tapioca congelados, até inovações como creme de leite de castanha-de-caju, para pessoas que não querem mais usar o creme de leite de vaca comum, mas não querem abrir mão de um bom strogonoff. 

Marcas locais são verdadeiras oficinas de inovação, lançando produtos que são completamente novos no mercado, seja por trazer ideias de produtos consolidados do exterior, como as famosas pipocas gourmet, quanto por lançar produtos até então desconhecidos, mas que preenchem uma necessidade óbvia do consumidor.

Essas marcas locais de produtos industrializados podem até ter começado depois de uma ideia mirabolante na cozinha da casa, mas crescem e se desenvolvem sendo verdadeiros cases de sucesso. Ainda que algumas lojas demorem para abrir espaço para essas marcas locais, preferindo produtos ultraprocessados de grandes marcas convencionais, as marcas locais brasileiras perseveram e chegam inclusive a ganhar notoriedade fora do Brasil, ao mesmo tempo que lutam para apresentar os sabores do Brasil aos brasileiros.

Exemplo disso é a Soul Brasil, marca de geleias, vinagres e molhos de pimentas à base de frutas e ingredientes brasileiros, que no meio de 2019 contava vendas do último ano de 4500 geleias no mercado brasileiro e 6000 no exterior.

Justamente por já nascerem antenadas em tendências como a busca do consumidor por alimentação mais natural e saudável, por exemplo, essas marcas são mais ágeis e colocam produtos que tornam-se verdadeiros sucesso com mais rapidez do que os grandes fabricantes. Esses mesmos grandes fabricantes pagam fortunas por essas empresas, como no caso da Unilever, que adquiriu a fabricante de alimentos orgânicos Mãe Terra em 2017, buscando posicionar-se rapidamente nessa tendência.

Assim como fabricantes precisam se manter alertas para não perderem as janelas de oportunidades, os comércios que identificam e oferecem uma variedade de marcas locais, juntamente das alternativas de marcas conhecidas, consegue personalizar a oferta de produtos da loja ao seu público e fidelizá-lo de maneira mais adequada, como disse uma diretora comercial de um grande empório numa conversa, “sem ficar brigando por preço com a loja do lado”. 

Para ajudar todos nessa cadeia de consumo local, comércios, fabricantes e consumidores, a Locale atua construindo pontes entre o lojistas e marcas, fortalecendo o ecossistema através de 3 princípios básicos:

  1. Auxiliar marcas a se prepararem para atuar no varejo, com conteúdos estratégicos, visibilidade aos varejistas pela plataforma Locale, fortalecimento da comunidade local e negociação de parcerias que beneficiem o ecossistema de marcas locais, como a parceria com a Tiny.
  2. Engajar o varejo a utilizar o leque de marcas locais de maneira assertiva, identificando tendências e otimizando o processo de escolha de produtos para oferecer um sortimento ainda mais relevante aos seus clientes, através da plataforma Locale, eventos e materiais exclusivos.
  3. Conscientizar o consumidor sobre a importância das marcas locais e seus efeitos multiplicadores na sociedade, desde a produção até o consumo final de produtos melhores e mais responsáveis.